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terça-feira, 30 de setembro de 2014

O sentido da vida ou um prato cheio de tremoços

E o que é que consegui com isto tudo?
Pois, acho que nem eu sei a verdadeira resposta a esta questão. Desde que escrevi aqui pela última vez já passei de ex-fumador a fumador social, usando isto como desculpa para fumar um cigarro por dia. O que significa que as rachas começam a aparecer no meu plano de conquista mundial.
Porquê, pergunta o leitor que vem tirar as teias de aranha deste blog? Porque atingir o zen em Portugal é uma tarefa impossível. Entre os stresses do trabalho e da vida real, os últimos acontecimentos e desgraças que nos atingem diariamente, a sensação que a invasão de zombies nunca mais chega...escolham uma e decidam.
O certo é que esta minha cobardia contribui para o dito zen. A nicotina ingerida naquele momento não serve nem para me encher um álveolo de um pulmão, mas a sensação que obtenho naquele momento equivale a anos de terapia. Por isso é que é tão difícil deixar de fumar. Todos sabemos que aquilo mata. Todos sabemos que é mau. O que toda a gente se esquece é que, depois de 20 anos de hábito de uma coisa, é virtualmente impossível deixarmos de gostar dela assim de repente. Senão, todos os amantes de animais deixavam de consumir carne.
Por isso, insultem-me, chamem-me cobarde, chutem-me nos tintins...eu vou só ali acender um cigarro enquanto o fazem.


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Eles não sabem que o sonho...

Escrevo isto numa altura da minha vida que poderá ser descrita na minha futura biografia como confusamente idiota.
O caro leitor poderá pensar que eu estou a ser exagerado como é meu costume. Desta vez, porém, estará enganado.
Podia começar aqui a contar todas as minhas agruras e desaventuras pelo mundo do (des)emprego, podia fazer as minhas queixas do estado do (des)governo e do (des)país. Podia relatar o quanto me sinto irado por cada vez menos ter esperança no futuro que se avizinha.
Posso, no entanto, contar uma simples história. Daquelas do "Era uma vez" que terminam sempre com um final feliz, que nos faz olhar para o mundo com outros olhos.
Portanto, era uma vez um homem de 35 anos que estava sentado em frente ao computador a escrever uma história que começava com "era uma vez".
De repente, a sala onde ele está é invadia por zombies. Ele, homem macho e desenrascado, pega em tudo o que lhe vem à mão e consegue matar todos os mortos-vivos que lhe apareceram à frente.
Coberto de sangue e respirando pesadamente, o homem olha para a janela e vê que as ruas estão cheias de zombies. Da sua boca sai apenas uma frase:
- Estava a ver que nunca mais...