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terça-feira, 30 de setembro de 2014

O sentido da vida ou um prato cheio de tremoços

E o que é que consegui com isto tudo?
Pois, acho que nem eu sei a verdadeira resposta a esta questão. Desde que escrevi aqui pela última vez já passei de ex-fumador a fumador social, usando isto como desculpa para fumar um cigarro por dia. O que significa que as rachas começam a aparecer no meu plano de conquista mundial.
Porquê, pergunta o leitor que vem tirar as teias de aranha deste blog? Porque atingir o zen em Portugal é uma tarefa impossível. Entre os stresses do trabalho e da vida real, os últimos acontecimentos e desgraças que nos atingem diariamente, a sensação que a invasão de zombies nunca mais chega...escolham uma e decidam.
O certo é que esta minha cobardia contribui para o dito zen. A nicotina ingerida naquele momento não serve nem para me encher um álveolo de um pulmão, mas a sensação que obtenho naquele momento equivale a anos de terapia. Por isso é que é tão difícil deixar de fumar. Todos sabemos que aquilo mata. Todos sabemos que é mau. O que toda a gente se esquece é que, depois de 20 anos de hábito de uma coisa, é virtualmente impossível deixarmos de gostar dela assim de repente. Senão, todos os amantes de animais deixavam de consumir carne.
Por isso, insultem-me, chamem-me cobarde, chutem-me nos tintins...eu vou só ali acender um cigarro enquanto o fazem.


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Cenas dos capítulos anteriores...

Bom, considerando que deixei esta coisa ao abandono, as duas pessoas que ainda perdiam a sua juventude a ler este blog ficaram sem novidades da minha pessoa. Por isso cá vai, em jeito de recap das séries amaricanas:
1 - O meu cabelo continua teimosamente a cair. É um facto. Não sei porquê, eu não lhe fiz mal nenhum, no entanto...
2 - Descobri que a pele humana é verdadeiramente fascinante. Que é como quem diz, tenho uma nova micose, ou alergia, ou eczema, ou lá o raio. E para todos aqueles que ficaram com a imagem do meu escroto na cabeça, não é aí. E o meu escroto é muito mais bonito do que isso que vocês imaginaram.
3 - Ainda não desmembrei nem assassinei nenhum aluno. Por muita vontade que tenha, lembro-me das famosas palavras do Confúcio: "A prisão alarga o ânus."
4 - A minha mulher continua a  merecer um Nobel da paciência, pois ainda me dá amor todos os dias. Claro que eu reclamo que eu queria mesmo era "o amor" todos os dias, mas ela chama-me nomes e vira-me costas. Tudo uma questão de Zen.
5 - Estou cada vez mais um velho rabugento, daqueles que gostam da mantinha pelas pernas num Sábado à noite e que reclama porque não dá nada de jeito no televisor. E irritam-me as pessoas que têm uma vida social, porque "nos meus tempos não havia esta pouca vergonha".
6 - Como já deu para perceber, ignoro um bocadinho o Acordo Ortográfico. A minha mãe sempre me disse que eu tinha a mania de contrariar.
7 - Ganhei o hábito de fazer listas com números a ilustrar aspectos da minha vida.
8 - A minha gata está com o cio há uns bons três meses. É provavelmente a badalhoca mais oferecida que eu já conheci...tirando algumas colegas de trabalho.

Podia continuar eternamente, mas preciso de guardar temas, porque isto de fechar blogs duas vezes no mesmo ano é capaz de criar brotoeja e já me basta a micose que tenho no...