sexta-feira, 26 de junho de 2009

Wrong turn

Acabaram-se hoje na minha escola as reuniões de avaliação. E desde já digo que cada vez mais me irrita ter escolhido esta carreira. Gosto de ensinar quem quer aprender, mas quem quer aprender é cada vez menos do quem quer passar o tempo na escola a beijar miúdas e a apanhar doenças.
Pois bem, estive num braço de ferro com os meus colegas de uma turma, porque me recusava a passar um aluno que, com 6 negativas, um passado de trampa naquela escola e com um comportamento miserável, tinha de ser passado porque já tinha chumbado o ano anterior. Ora, perguntei eu, qual é a vantagem de passar um miúdo que nada faz e nada sabe para outro ano? Disseram-me eles que tinha de ser. Se votasse contra, haveria outra reunião no dia seguinte, onde o meu voto deixaria de ter peso e assim passavam o puto. Mesmo que houvesse colegas que mudassem de opinião e o chumbassem, o puto passava por decisão do Pedagógico.
Acabei aquela reunião derrotado, mas deixei no ar uma pergunta que me deixou muitos amigos dentro daquela escola: "Vocês lembram-se do dia em que deixaram de ser professores?"

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A minha vida por um cesto...

Pois. Como começar isto? Já sei! AUUUUUUUUUUU!
Ontem, depois de um dia de reuniões de avaliação que me deixaram de nervos em franja (ainda haverá um post sobre isto no futuro), resolvi ir com a minha Maria às compras. Como bom português, vou a vários hipers e supers em busca dos preços mais baratos.
Fizemos o grosso das compras no Continente, mas deixámos uma ou duas coisas para comprar no Jumbo. Por exemplo, sabia que o azeite Oliveira da Serra custava 1.60€ e seria uma boa compra.
Quando chegámos ao Jumbo, começámos a agarrar numa coisa, em duas, em três. Quando já parecíamos equilibristas do circo com não sei quantas coisas, lá resolvemos ir apanhar um cesto. Eu, cavalheiro, disse que iria lá. A minha Maria achou que seria ela a melhor apanhadora de cestos. Passou-me todas as compras para as minhas mãos. Desviou uma ou outra para que eu pudesse respirar. Enquanto ela demorou as duas ou três horas para voltar eu fui à charcutaria de senha amarrotada no meio dos sacos de meloa e outras coisas. A senhora da charcutaria diz o número e eu, numa tentativa falhada de ver o número da minha senha, mexi na ordem cósmica das coisas que trazia na mão, nas quais se incluíam duas garrafas de azeite.
De repente, dei por mim rodeado de pessoas de bata branca e de um segurança. Um mar de azeite no chão pintalgado de sangue e um dedo do pé com uns quantos cortes. Claro que a minha Maria ainda andava à procura de um cesto (ou a ver capas de revista, uma delas) e eu em dores e a sangrar.
Considerando o tamanho do Jumbo, acho que partir uma garrafa de azeite em cima de um pé é como um acidente na auto-estrada. Todos os que passavam demoravam mais uns cinco minutos do que era necessário para apanharem a sopa congelada ou as ervilhas.
As senhoras da charcutaria a olharem para mim com aquele ar de que eu ia morrer a qualquer momento, o segurança a passar-se porque não tinha luvas para me fazer o curativo e as pessoas opinavam sobre a gravidade das minhas feridas. E a Maria? Ainda em lado nenhum que eu pudesse ver.
E eu estava preocupado com o quê?. Não com o sangue que saía do meu corpo, não com as dores que sentia, mas sim com a garrafa de azeite que havia partido, com o incómodo que estava a dar áquelas pessoas, com o azeite que saltara para a minha roupa e com o sermão que iria ouvir da Maria porque nunca tenho cuidado com as nódoas.
Eis que então chega El-Rei D.Sebastião com o cesto. A olhar para todo aquele cenário com uma cara de pânico a pensar que todo aquele sangue me iria matar ou coisa que lhe valha e a falar rapidamente coisas sem nexo. Estava tão assustada que nem mandou a miúda da charcutaria que a tratou por tu para todo o lado.
Lá tive eu de fazer o curativo porque o segurança continuava de volta das luvas que não existiam, de comprar uns chinelos de praia porque as minhas sandálias estavam tão temperadas como uma salada de verão e de sair dali porque estava farto das entrevistas sobre o que me acontecera.
Tudo isto porquê? Porque não apanhei uma porra de um cesto quando lá entrei. Agora tenho um dedo todo negro cheio de golpes, uma cambada de dores e uma semana cheia de reuniões pela frente. Eu cheira-me que algum puto tirou um workshop de voodoo e que existe para aí um bonequinho de plasticina com a minha cara. Ou isso, ou é o meu azar típico a vir ao de cima.

terça-feira, 16 de junho de 2009

O fim...

Hoje apeteceu-me fazer como os miúdos e sair da minha última aula a gritar "Férias...Férias". Apesar de ainda me faltar mês e meio para estar efectivamente de férias e apesar de não ter sido um dos meus piores anos em termos de trabalho (e considerando tratar-se do primeiro em que fui efectivamente colocado), descobri que para além das aulas existe um mundo bem maior e mais complexo dentro dos muros de uma escola.
Certo é que me deu um prazer enorme acabar com uma das minhas piores turmas. Putos betos, todos iguais, com a mania que são gente. Se juntássemos todos os neurónios daquela turma equivalia a um décimo do cérebro de um José Castelo Branco.
É triste ver ao que o ensino chegou. Os alunos pensam que têm direito à positiva apenas por estarem dentro da sala. Tenho certos alunos que nem isso conseguem fazer de forma correcta. Mexem-se que nem macacos uma aula toda e, claro, ainda ficam ofendidos quando lhes dizemos para se sentarem como pessoas.
A maioria dos alunos nem sequer sabem ler ou escrever na sua própria língua. Como raio é que eu hei-de conseguir ensinar-lhes uma língua estrangeira?
De quem é a culpa? Não interessa. O que é que se pode fazer? Sinceramente, acho que nada. Portugal caminha para a estupidificação em massa. Seremos um país de chico-espertos analfabetos. Porque a partir do momento em que falha a educação...


segunda-feira, 15 de junho de 2009

Começo a achar que é pessoal

Hoje estava no meu caminho para casa e passou-me pela cabeça um pensamento: onde raio é que esta gente tira a carta? Eu sei que não é a primeira vez que falo disto aqui. Sei também que é inútil falar disto. Sei até que todas as pragas que roguei não passam de palavrões vociferados ao vento.
Nos dias em que estou atrasado ou em que o trabalho me corre mal, lá estão eles. Todos os condutores com 2 neurónios, sendo que um está ocupado com o que está a ouvir na rádio. É certo que eu não cumpro o código à risca. Mas não ponho ninguém em perigo. Nunca tive um acidente provocado por mim em 7 anos de carta. Claro que se tivesse um tanque isso seria diferente.
O problema são aquelas pessoas que inventam um código só para elas. Que se lembram de andar a 30km hora nas nacionais porque estão a ver os pássaros. Ou os que se lembram de ocupar duas faixas, porque têm um carro que não cabe num. Ou aqueles que acreditam que a faixa da esquerda serve apenas para o seu carro, e que resolvem andar a 40km a ver os monumentos da cidade. Ou ainda aqueles que pensam que todas as estradas de Portugal fazem parte do autódromo do Estoril. São esses (e muitos outros) que me conseguem tirar do sério.
Mas existe uma espécie que me tira mesmo do sério todos os dias. Os senhores que acreditam que uma rotunda se faz toda na mesma faixa em que nela entraram, seja a da direita ou a do meio. Todos os dias passo por não sei quantas rotundas. E lá estão eles. Todos os dias em todas as rotundas.
E é por um desses que hoje escrevo este post. Que o Sr.FDP dum C que me obrigou a parar no meio do C da rotunda, porque vinha a pensar na sua M de vida, tenha uma valente diarreia acompanhada de uma fatiazinha de sífilis, só para aprender a fazer a rotunda na faixa certa.
E pronto, era isto.

domingo, 14 de junho de 2009

E mais uma vez...

Uma nova imagem para o blog. Porque sim...
Espero que os dois leitores que ainda duram gostem.

terça-feira, 9 de junho de 2009

The devil within

Se há coisa que adoro nas escolas é a sala de professores. Parece uma pequena experiência científica de um qualquer doutor louco ou de uma ministra absurda.
Quando lá entrei pela primeira vez senti-me como aquele tipo feio e de óculos que fica num canto do baile à espera que alguma senhora tenha piedade dele e o convide para dançar. Não conhecia ninguém, o que acabava por ser uma vantagem. Quando os comecei a conhecer foi mesmo a parte pior. Muitos até são boas pessoas mas ficam possuídos pelo demónio ao mínimo incidente.
Ontem assisti a uma das piores possessões da história. O padre do Exorcista teria muita dificuldade para conseguir a limpeza desta alma.
Hoje, sinto-me como o rapaz feio e de óculos que não quer dançar. Fico ao canto por opção. No meio de uma profissão em que o nosso maior inimigo é o Ministério, faz-me uma certa confusão que se discuta o sexo dos anjos, e que isso crie inimizades entre soldados de um mesmo exército.
Quero apenas sair daqui com vida. E aprender com estas pequenas lições...

domingo, 7 de junho de 2009

Europeias

Tenho um aluno que costuma dizer que os meus discursos para motivar os alunos a serem mais e melhor parecem discursos políticos. Apesar de parecer um elogio, nos dias de hoje é quase um dos maiores insultos que posso imaginar.
Hoje é dia de eleições. Vota-se em nomes que irão representar Portugal na União Europeia. Para quê? Não se sabe.
Portugal há muito que deixou de ter peso em qualquer decisão política. Até mesmo no seu próprio governo. Uma maioria absoluta que se tornou numa ditadura disfarçada de democracia. Um povo que não se vê reflectido naqueles que elegeu para decidirem a sua sorte.
Então, afinal, para que vamos votar hoje? Para decidir quem são os portugueses que vão ganhar um balúrdio de dinheiro para concordar com o que os países grandes decidem para nós. Sim, gritem e barafustem mas é isso que acontece. Novamente, basta olhar para nós. Por muito que o povo saía à rua e proteste contra tudo o que este governo faz, o povo não deixa de ser Portugal mas o Governo representa os grandes que mandam nisto tudo.
Hoje vota-se na Europa? Nada de mais errado. Hoje vota-se em Portugal. Porque os resultados de hoje começam a decidir as nossas próprias eleições, E neste país ao abandono demora-se a entender os erros do passado. Em nada me admira que Portugal volte a confiar no partido que mais tem contribuído para esta miséria humana e financeira a que estamos hoje expostos.
Quais são as alternativas também? Partidos de sempre, que não mudam em nada o que se passa no país? Partidos novos que têm excesso de sangue novo mas falta de experiência?
Hoje vota-se na Europa? Eu digo que se vota no fim do nosso país.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

E o que se segue?

Depois de um auspicioso começo com uma ex-Delirium onde pautava o bom gosto e a nudez de um corpo bem feito e com formas que, apesar de adaptadas, se mostravam perfeitas, depois de se ter feito a homenagem à terceira idade com aquela gaja do norte que só serve mesmo para se despir, porque quando abre a boca só sai moscas. chegámos hoje ao fim da Playboy. Durou três edições, ou seja, mais uma que o Orpheu. Porquê, pergunta aquele leitor que teve a sorte de não passar perto de um quiosque ou de uma papelaria. Porque quem se despe (o que não apresenta nenhuma novidade de qualquer maneira) é nem mais nem menos que a Ana Malhoa. Sim, leu bem, a Ana Malhoa. Sim, aquela do Buéréré e de cançonetas para crianças. Sim, aquela que tem uma capa de álbum com mais erros que uma composição de uma criança de 6 anos.
Pergunto eu, de forma quase retórica, quem é que não sendo um trolha, não sabendo o que é uma mulher há mais de 20 anos, não sendo um velhinho rebarbado que nem com Viagra lá vai, entre outros (não sei se já mencionei o camionista, daqueles com os posters atrás do seu assento), quer ver a Ana Malhoa nua? Porque é algo claramente mau. Mesmo.
Tenho dois cenários possíveis para isto. Num primeiro, a Playboy deixa de ser editada com esse nome e passa a chamar-se Gina, numa clara homenagem à mítica revista que fazia o mesmo aos adolescentes cheios de borbulhas que faz agora a Playboy. Ou, numa reviravolta de casting, vamos despir a Maya, a Serenella Andrade e a Lady Grafstein (não sei, nem quero saber se é assim que se escreve) na próxima edição. Porque duvido que alguém com cérebro ou corpo de jeito queira ser a capa a seguir à Malhoa. Digo eu...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Um insulto é o que isto é!...

EU SOU UM GEEK!!! And bloody proud of it! Eu sei quem é o Spock, o Kirk, o Vader, o Han Solo, sei quem são as personagens do X-Men, do Senhor dos Anéis e até sei qual é a matrícula da USS Enterprise.
Por isso, não tolero que certas e determinadas pessoas me venham para cá com conversas estúpidas e sem nexo sobre a nacionalidade de determinados tripulantes de uma das mais famosas naves de todos os tempos. SIM, A PORRA DO CHEKOV É RUSSO! E o facto de ele falar assim quer dizer que ele é russo, não ucraniano.

Juro que nunca mais vou ver um filme destes com esta senhora ao meu lado.

Marriage, the final frontier...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Idade...

Sempre tive o meu quê de lamechas. Dantes conseguia não o demonstrar. Agora não me preocupo. Já cheguei a uma fase em que sinto a lagriminha no canto do olho. A sério.
Isto porquê? Porque a porra do season finale do Grey's Anatomy não me sai da cabeça. Aliás, se quiserem uma boa prova disso, passem pelo blog da Maria e vejam o monólogo final que é absolutamente brilhante.
Não querendo estragar nada a ninguém, digamos apenas que, apesar de parte do desfecho da série ser previsível, um dos acontecimentos finais despoleta uma série de emoções estranhas no espectador. E o monólogo acaba por reforçar essas emoções. Desta vez não me saiu a lágrima. Fiquei apenas boquiaberto com aquilo tudo.
Acredito que o objectivo dos escritores das séries seja cativar o público, mas em todas as séries que sigo, o final teve a ver com emoções e personalidades. Mostrar o lado humano e lamechas até do pior dos homens, como no caso do House. Já em Lost, vemos a dor da perda de uma personagem e ficamos suspensos naquilo a que esta série já nos habituou.
Hoje vou ver o season finale do Prison Break. Se for lamechas deixo de ver séries. Porque começo a ficar velho e isto de me preocupar com o que acontece a determinada personagem fictícia parece-me demasiado com as velhinhas e as telenovelas.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Avô Cantigas, amor e outras coisas esquisitas...

Ora, depois de duzentos e alguns anos sem passar por aqui, resolvi partilhar com o mundo duas ou mais coisas que me passaram pela cabeça nos últimos tempos.
A primeira é simples: o PCP devia ter vergonha por andar a dar cargas de porrada no Avô Cantigas. Lá porque o senhor é do PS, não há direito de fazer tal coisa. Toda a gente sabe que todas as crianças são amigas do Avô e os membros do PCP não são excepção.
E, numa mudança de tema, que raio de publicitários é que temos neste país? Quem é que é o idiota que acha que ter as trombas da Manuela Ferreira Leite num cartaz faz com que o pessoal vote naquele partido? A não ser que os votos sejam postos numa urna de cemitério, não me parece que surta grande efeito.
O mesmo se passa com os publicitários do PS. Quem é que foi o atrasado mental que julgou que ter imagens do Guterres e a dizer que foi uma festa aderir ao Euro (a moeda, não o campeonato) ia garantir a simpatia de alguém? Dudes, o café passou de 50 paus para 50 cêntimos...ninguém curte o Euro.
Por último, depois de ter destilado algum ódio, vou passar ao amor. A minha esposa esteve uma semana fora e eu estou cheio de saudades. Hoje vou ter com ela e enchê-la de amor (todos aqueles que tiveram uma imagem nojenta...seus depravados). Porque as saudades são chatas.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Consciência

Tive demasiado contacto com a morte nestes últimos dias. Felizmente a mesma passa-me ao lado, mas tem tocado em pessoas que me são próximas.
Sempre tive uma relação de hábito com a senhora. Sei que, mais cedo ou mais tarde, todos nós seremos tocados pela gadanha. Nada do que possamos fazer evita isso.
Sinto-me calmo apesar de tudo. Afectado e receoso. Isto faz-me pensar na minha vulnerabilidade, é certo, mas faz-me pensar mais na questão de perder aqueles que me são queridos. Sinto medo desse momento. Porque não sei qual será a minha reacção. Por muito calmo que seja, por muito controlado que seja, perder alguém que amo vai-me marcar muito.
Agora deixo passar o tempo. Pode ser que isto seja passageiro. Pode ser que a morte tire férias. Pode ser que...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

We wish you a merry Easter!

Isto até costumava ser um blog de jeito. Pois é! Triste realidade. O tempo faz-nos mudar de hábitos e atitudes. Conheço muito boa gente que já considera mudanças de sexo devido à passagem do tempo.
Todos os dias penso: Epá! Como eu gostava de participar numa ménage... Espera, pensamento errado! Epá! Há quanto tempo é que eu não escrevo no blog? Jesus! Será que ainda existem pessoas a lá passar? E o que é isto no fim do meu braço? Ah, é uma mão!
Podia acabar com isto, pois podia, em resposta áquela voz que vos assola o cérebro! Não meteria tanta graça como pegar fogo a uma bola gigante e lançá-la contra um castelo. Ou...é melhor não!
Podia tentar escrever mais neste espaço. Não me pagam para isso, por isso é uma ideia estúpida.
Podia deixar de tentar ocupar espaço neste post com mais itens a dizer: Podia...
Afinal, qual o tema deste post? Nenhum. Só comecei a escrever para falar sobre o borrego que vou comer nos próximos dias e sobre o cada vez mais meu Alentejo onde passo este dias. E para dizer que comprei o "Este país não é para velhos" a 4€. Mais um para a colecção Coen.
Beijos e abraços a todos e uma muito feliz Páscoa a comerem coisas esquisitas como fessuras e cachola.

quinta-feira, 26 de março de 2009

And the Oscar goes to...

Desde já digo que fiquei bastante ofendido pelos comentários sobre o meu Q.I.. Tenho mesmo um QI superior à média. Aliás, estou naquela categoria a que chamam de génio. TOMA TOMA!!!
Ora bem, passemos então à realidade:
1- Sou um narcisista de primeira; (Sou mesmo. Acredito em mim. E o resto é conversa.)
2- Sou um perfeccionista de primeira; (Infelizmente também. Há quem diga que isto tem o seu quê de comportamento obsessivo)
3- Sou um vaidoso de primeira; (Não. Nada mesmo. Sou daqueles que ponho a mão dentro do armário e tiro o que for)
4- Sou um pervertido por seios em geral; (Yep! And proud of it!)
5- Tenho um Q.I. acima da média; (Tenho um Q.I. de 156. Suas bestas...)
6- Tenho uma mulher espectacular; (Tenho. Tirando os comentários de que se não pusesse isso aqui levaria na boca, é mesmo verdade)
7- Tenho 40 anos; (Não. Tenho...)
8- Colecciono relógios;
9- Odeio pessoas estúpidas. (Com todas as forças do meu corpo. E Portugal não está nada cheia deles)
Ora bem, fazendo as contas, só mesmo o Cruxe, a recém mamã Ariba e o Petinga acertaram em cheio. Claro que todos têm a vantagem (ou não) de me conhecerem. A Rita andou quase lá.
Parabéns aos vencedores. Ganharam uma maravilhosa Bimby, cheia de acessórios e coisas giras para triturar. Ou então perderam tempo a ligar a isto...

sexta-feira, 6 de março de 2009

Essas coisas a que chamam de desafio.

Eu sei que disse que não respondia a desafios, mas como este foi encomendado pela esposa e como não me apetece escrever nada na porra do blog.
Por isso, cá vai: 9 afirmações sobre a minha pessoa, das quais 3 são uma valente peta:
1- Sou um narcisista de primeira;
2- Sou um perfeccionista de primeira;
3- Sou um vaidoso de primeira;
4- Sou um pervertido por seios em geral;
5- Tenho um Q.I. acima da média;
6- Tenho uma mulher espectacular;
7- Tenho 40 anos;
8- Colecciono relógios;
9- Odeio pessoas estúpidas.
Agora, fica a parte em que espero que me digam quais são as que não correspondem à verdade. Mais tarde, acabarei por confimar as verdadeiras. Digo eu, que isto anda ao Deus dará.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Vida de cão

Agora que estou no mundo a sério dos professores, começo mesmo a compreender o que eles queriam dizer com falta de tempo. Entre elaborar testes, fazer revisões para os testes, os testes, as correcções de testes, e a entrega dos testes perde-se uma eternidade. Isto sem contar com as reuniões constantes, os papéis que se têm de preencher, as horas não lectivas que passamos na escola, os apoios, o trabalho que levamos sempre para casa.
Nem tive tempo para estar doente como deve de ser nestas férias, porque trouxe meio mundo de trabalho para fazer. E ainda me falta uma acta e adaptar uma planificação anual. Paciência está a zero, tal como a minha vontade de fazer seja o que for. Desejem-me sorte ou um drunfo a ver se durmo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Dedicado a uma amiga...

Num comentário recente no Pelos Caminhos de Portugal, a minha querida Elvira (que é quase a razão pela qual eu mantenho aquele blog activo) referiu que conhece mal o meu Portalegre dos amores.
Nem sei por onde começar para a convencer a passar por lá mais tempo. E a amiga bem precisa de descontrair.
Portalegre foi a minha casa durante cinco dos melhores anos da minha vida. Foi lá que me tornei professor, homem e, sobretudo, feliz. Foi lá que conheci a minha Maria que me acompanha no meu feitio há já 10 anos.
Mas, afinal, o que tem Portalegre que o torna tão especial. Tem um centro histórico absolutamente igual a um pequeno filme, com pessoas de faces gastas e jovens cheios de sonhos, com lojas que cheiram a antiguidades. Numa dessas mesmas lojas, um senhor paciente arranjou-me o primeiro presente que ofereci à minha mulher: uma caixinha de música absolutamente linda. Passear por aquelas ruas e ouvir vindo de uma janela o som de um Grupo de Serenatas que já criou tantos sonhos nas mulheres desta terra é arrepiante. Faz-nos sentir vivos e ao mesmo tempo pequenos.
Portalegre tem espaços verdes em volta de um castelo tão antigo como a história dos homens. Tem jardins em abundância que nos fazem passear em comunhão com a natureza. No jardim da Corredoura vivem-se amores nos seus bancos que ficam imortalizados no vento que passa.
Tem uma praça cheia de cafés e de vida, rodeada de edifícios cheios de história e outros cheios de cultura. Nessa praça vivi, amei, sonhei, chorei, tornei-me quem sou. Cada pedra do chão dessa praça conta histórias de todos os que por lá passaram, orgulhosa de o poder ter visto.
Tem uma gloriosa Sé, cujas torres competem com as chaminés que já não largam fumo de uma fábrica com história de sangue e luta.
Tem uma igreja perdida no meio de uma serra, onde se pedem desejos e se fazem procissões. Numa noite vêem-se velas por todo o seu caminho e jovens que ainda não conhecem a sua beleza a subir a sua longa escadaria.
Tem Marvão e Castelo de Vide a um passo, duas das mais maravilhosas terras de sempre, que vivem da sua história e da sua beleza. De Marvão vê-se Portagem, com as suas piscinas naturais e o seu espaço de refeições que tantas vezes nos albergava nas nossas viagens.
Afinal, o que acrescentei eu a um postal de visita feito em palavras? Apenas a minha vontade imensa de lá voltar. Passa por lá Elvira e vais perceber o que digo.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

UATAAAAAA!!!!


36

Considerando que os meus são um bocadinho mais velhos, digamos para aí uns 25 em vez dos 36. Curioso...25 não é o número máximo de alunos numa turma???

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Mais um coiso...

Apesar de ser uma ideia muito fixe, o último template deste blog acabou por me chatear mais depressa do que esperado. Por isso, hoje enchi-me de coragem e fiz este. Simples, como cada vez mais gosto, e não tão enjoativo como o seu antecessor.
Posto isto fora do caminho, mas onde raio é que anda as pessoas que comentam nos blogs? Passam por este blog e pensam: "Nã, este não vale a pena. Vou gastar mais um bocadinho do teclado para nada?". É isso? Ora, fiquem desde já a saber que desejo a todas as pessoas que tiveram este pensamento um belo de um desarranjo intestinal, seguido de uma semana de férias no quarto ao lado da Júlia Pinheiro.


Eu sei que isto anda frouxo (morto é mais o termo, mas pronto), mas dêem lá uma esmolinha ao Eskisitinho que é tão bonitinho e às vezes até escreve alguma coisa de jeito. Sniff, sniff (a fazer a minha melhor imitação de criança adorável que pisca os olhos)...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Curtas

Comentário mais racista que ouvi até hoje sobre a eleição do Obama:
- Agora essa cor está na moda!